Ao passar pela livraria, me deparo com este exemplar de Moleskine, do tamanho de um livro, que nada mais é do que um álbum de figurinhas, um hyper de revista encadernada sobre um arquiteto, item próprio para coleções, com preço semelhante a um livro ilustrado de fotógrafo: pouco mais que 10% de salário mínimo na hora em que escrevo.
Há mais de um ano estou sem contato com a "Academia de Arquitetura", salvo alguns deslizes. Neste ínterim, em muitos momentos tive ideias de outras carreiras a seguir, sem me decidir.
O livro me lembra que eu criei meus próprios cadernos, que muito estimo, e neste momento parecem não ter valor. Fico triste com esta percepção. O livro também me lembra dos anos que passei aprimorando uma técnica que, talvez, agora tenha que ser descartada. Também me lembra de queridos professores que me ensinaram um pouco da sua arte e de colegas que eu invejo.
Enfim, o que me atrai neste objeto não é seu apelo universal, mas sim reminescências de outrora, um tempo que não volta mais. E o preço alto me salvou de levar esta nostalgia para casa.
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